Mapas críticos sobre o ‘Butantã’

“Do Butantã eu considero o Rio Pequeno, Jaguaré, 1010 e favela da São Remo” (RZO – Todos são manos)

1O RZO manda o recado e explica que para dar um salve nas quebradas do Butantã é necessário desenrolar um pouco mais de ideia. Composta pelos distritos do Butantã, Rio Pequeno, Vila Sônia, Morumbi e Raposo Tavares a prefeitura regional (o que chamamos por muito tempo de subprefeitura) do Butantã é um cenário de grande diversidade e desigualdade.

Entre 2015 e 2017 fizemos três ciclos de oficinas no Rio Pequeno e um de seus resultados é um conjunto de mapas temáticos que ajuda a discutir este território e a dar visibilidade às suas quebradas. Com esses objetivos o Caderno_de_Mapas_do_Butantã reúne 15 mapas revelando incoerências da prefeitura regional mais desigual da cidade de São Paulo.

Nestes mapas abordamos três temas – a renda, o étnico–racial e a educação – considerados fundamentais para situar os diferentes territórios no cenário continuo do meio urbano. Além desses temas, escolhemos uma sequência de mapas que pudesse potencializar este debate e de fato dar maior visibilidade a tais territórios.

Para darmos tal expressão às quebradas da prefeitura do Butantã, ao lado do conhecido mapa euclidiano (+) colocamos mapas em anamorfose (+) de população. Cada um deles elaborados a partir de dados – de renda, raça e instrução – de setores censitários do Censo 2010 do IBGE (o mais atual). A anamorfose colocou em evidência os setores censitários mais populosos, os quais, não por coincidência, são os “territórios de quebrada”.

Outra escolha foi dar maior atenção à área de atuação do projeto, trabalhando os mesmos temas, porém em uma escala local (neste caso com métrica euclidiana) e trazendo informações sobre os territórios que foram cartografadas nas atividades de mapeamento participativo.

Mais detalhes sobre o trabalho estão no próprio caderno, que a partir de agora todos podem baixar aqui ou encontrar na biblioteca de algumas das escolas públicas do Butantã, que em breve serão listadas aqui.

É isso, se a “informação é a cura”, soma aí fazendo ela circular.

Para terminar, o som do RZO na íntegra.

 

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